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Fundações diretas ou rasas

As fundações rasas ou diretas são utilizadas quando as camadas superficiais do solo apresentam resistência apropriada para receber as cargas provenientes de uma edificação.

A depender das características do solo abaixo de uma estrutura, podem ser usadas tanto fundações rasas como fundações profundas, desde que os estudos técnicos necessários sejam realizados durante a fase dos estudos preliminares.

Vale ressaltar que o uso das fundações rasas é recomendado quando o número de golpes do SPT for maior ou igual a 8 e a profundidade de assentamento não ultrapassar 2m, pois, acima desses valores, esse tipo de fundação se torna inviável técnica e economicamente.

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MySQL ::: Dicas & Truques ::: Joins (Junções)

Como usar joins no MySQL

Quantidade de visualizações: 11507 vezes
As junções (joins) são ferramentas presentes na maioria dos bancos de dados que suportam SQL e são usadas quando precisamos recuperar dados de uma ou mais tabelas com base em suas relações lógicas. Desta forma, é possível combinar os registros de tais tabelas de forma a construir um "super-registro", que nos permitirá exibir relatórios mais elaborados.

Para o bom entendimento de junções, vamos considerar duas tabelas: filmes e generos. Aqui nós temos uma cardinalidade de 1 x N. Um filme possui um gênero, enquanto um gênero pode abranger vários filmes. Vamos começar criando estas duas tabelas (comece com a tabela generos, já que esta não depende da tabela de filmes):

Comando DLL CREATE TABLE para a tabela generos:

CREATE TABLE generos(
  id INTEGER UNSIGNED NOT NULL AUTO_INCREMENT,
  nome VARCHAR(45) NOT NULL,
  PRIMARY KEY(id)
)
ENGINE = InnoDB;

Veja agora o comando SQL para a criação da tabela de filmes:

Comando DLL CREATE TABLE para a tabela filmes:

CREATE TABLE filmes(
  id INTEGER UNSIGNED NOT NULL AUTO_INCREMENT,
  titulo VARCHAR(45) NOT NULL,
  genero INTEGER UNSIGNED NOT NULL,
  PRIMARY KEY(id),
  CONSTRAINT fk_filmes_generos FOREIGN KEY fk_filmes_generos(id)
    REFERENCES generos(id) ON DELETE RESTRICT ON UPDATE RESTRICT
)
ENGINE = InnoDB;

Veja que a tabela filmes contém uma chave estrangeira referenciando a chave primária da tabela generos. Isso nos permite "atrelar" um filme ao seu gênero. Vá em frente e insira alguns dados em ambas as tabelas. Primeiro cadastre alguns gêneros e em seguida alguns filmes.

Vejamos agora a importância dos joins. Observe o resultado de um comando DML SELECT na tabela filmes:

SELECT * FROM filmes;

id  titulo	        genero
1   EFEITO BORBOLETA	6
2   O PENTELHO	        1
3   VIAGEM MALDITA	3

Nesta query o gênero é retornado como um valor inteiro, ou seja, o valor do campo id da tabela generos. Em muitos casos este não é o comportamento que queremos. Em vez do id do gênero nós gostaríamos de exibir seu nome. Isso pode ser conseguido da seguinte forma:

SELECT filmes.id, filmes.titulo, generos.nome FROM filmes,
generos WHERE filmes.genero = generos.id;

id  titulo	        genero
1   EFEITO BORBOLETA	FICÇÃO
2   O PENTELHO	        COMÉDIA
3   VIAGEM MALDITA	TERROR

Nesta query eu usei o nome completo da tabela antes do nome dos campos a serem retornados. Na prática, é comum darmos apelidos às tabelas. Veja:

SELECT f.id, f.titulo, g.nome FROM filmes f,
generos g WHERE f.genero = g.id;

Neste exemplo, não usamos as palavras-chaves INNER JOIN, LEFT JOIN, RIGHT JOIN, etc. A junção está "escondida" na cláusula SELECT. Esta técnica é conhecida como "junção implícita" ou "implicit join". Veja como o mesmo resultado pode ser obtido usando a junção INNER JOIN:

SELECT f.id, f.titulo, g.nome FROM filmes f INNER JOIN
generos g ON f.genero = g.id;

Veja minhas outras dicas sobre junções para aprender mais sobre INNER JOIN, LEFT JOIN, RIGHT JOIN, OUTER JOIN, FULL JOIN, etc.


Java ::: Dicas & Truques ::: Programação Orientada a Objetos

Como usar encapsulamento em Java - Programação Orientada a Objetos em Java

Quantidade de visualizações: 38249 vezes
Encapsulamento é a técnica de transformar os objetos que compõem uma aplicação em verdadeiras caixas-pretas. De fato, se pensarmos em termos de informática, é possível para um usuário comum usar todas as funcionalidades de uma impressora sem nem mesmo entender seu funcionamento interno. Imagine o desastre que seria se todos os usuários resolvessem abrir suas impressoras para investigar o que há dentro delas.

Da mesma forma, ao construir uma classe, devemos fazê-lo de forma que o usuário desta classe tenha acesso apenas aos métodos que permitem ler informações da classe ou fornecer os dados necessários para sua correta operação. Dados relativos ao funcionamento interno da classe devem permanecer ocultos e acessíveis somente aos métodos da própria classe.

O encapsulamento deve ser aplicado de forma a permitir que alterações na estrutura interna de uma classe não prejudique o funcionamento do código externo que a usa. Veja um exemplo:

 
  class Pedido{
    public List obterProdutos(){
      // monta uma lista de produtos
      // pertecentes a este pedido
      return lista;
    }
  }

A classe Pedido contém um método chamado obterProdutos() que retorna uma lista de produtos pertencentes a um determinado pedido. É aqui que o encapsulamento se torna importante. O código que usa esta classe desconhece completamente como esta lista de produtos é montada. Tudo que nos interessa é a lista de produtos que o método retorna. O programador da classe pode decidir a qualquer momento, talvez para melhorar o desempenho da classe, alterar a forma de montagem da lista. Uma vez que o nome e retorno do método (incluindo a estrutura da lista retornada) continuem sendo os mesmos, o código que usa a classe continuará funcionando como anteriormente.


Python ::: Python para Engenharia ::: Engenharia Civil - Cálculo Estrutural

Como calcular o Momento Fletor Mínimo e a Excentricidade Mínima de 1ª Ordem de um pilar em Python - Python para Engenharia Civil e Cálculo Estrutural

Quantidade de visualizações: 968 vezes


O cálculo e dimensionamento de pilares, sejam pilares de canto, extremidade ou intermediários, sempre seguem alguns passos cujas ordens são muito importantes, pois os dados de entrada de um passo podem vir de um ou mais passos anteriores.

Em dicas anteriores do uso da linguagem Python no cálculo de pilares eu mostrei como calcular os esforços solicitantes majorados em pilares e também como calcular o índice de esbeltez de um pilar nas direções x e y.

Nesta dica mostrarei como calcular o Momento Fletor Mínimo e a Excentricidade Mínima de 1ª Ordem de um pilar. Estes dados são muito importantes para a aplicação das fórmulas que embasam a área de aço a ser usada no pilar. Note que a Excentricidade Mínima de 1ª Ordem pode ser desprezada no caso de pilares intermediários (também chamados pilares de centro).

O Momento Fletor Mínimo é o momento mínimo que deve ser considerado, mesmo em pilares nos quais a carga está centrada, e é calculado por meio da seguinte fórmula:

\[M_\text{1d,min} = Nd \cdot (1,5 + (0,03 \cdot h) \]

Onde:

M1d,min é o momento fletor mínimo na direção x ou y em kN.cm.

Nd são os esforços solicitantes majorados em kN.

h é a dimensão do pilar na direção considerada (x ou y) em cm.

A Excentricidade Mínima de 1ª Ordem do pilar pode ser calculada por meio da fórmula:

\[e_\text{1,min} = \frac{M_\text{1d,min}}{Nd} \]

Onde:

e1,min é excentricidade mínima de 1ª ordem na direção escolhida.

Nd são os esforços solicitantes majorados em kN.

Note que, a exemplo do momento fletor mínimo, a excentricidade mínima de 1ª ordem também deve ser calculada nas direções x e y do pilar.

Vamos ao código Python agora? Veja que o código pede para o usuário informar as dimensões do pilar nas direções x e y em centímetros, a carga total que chega ao pilar em kN e mostra o momento fletor mínimo e a excentricidade mínima de 1ª ordem no pilar, tanto na direção x quanto na direção y:

# método principal
def main():
  # vamos pedir as dimensões do pilar
  hx = float(input("Informe a dimensão do pilar na direção x (em cm): "))
  hy = float(input("Informe a dimensão do pilar na direção y (em cm): "))

  # vamos pedir a carga total no pilar em kN
  Nk = float(input("Informe a carga total no pilar (em kN): "))

  # vamos obter o menor lado do pilar (menor dimensão da seção transversal)
  if (hx < hy):
    b = hx
  else:
    b = hy
   
  # agora vamos calcular a área do pilar em centímetros quadrados
  area = hx * hy
 
  # a área está de acordo com a norma NBR 6118 (ABNT, 2014)
  if (area < 360):
    print("A área do pilar não pode ser inferior a 360cm2")
    return

  # vamos calcular a força normal de projeto Nd
  yn = 1.95 - (0.05 * b) # de acordo com a norma NBR 6118 (ABNT, 2014) Tabela 13.1
  yf = 1.4 # regra geral para concreto armado
  Nd = yn * yf * Nk

  # e agora vamos calcular o momento fletor mínimo na direção x do pilar
  M1d_min_x = Nd * (1.5 + (0.03 * hx))

  # e agora vamos calcular o momento fletor mínimo na direção y do pilar
  M1d_min_y = Nd * (1.5 + (0.03 * hy))

  # agora vamos calcular a excentricidade mínima de 1ª ordem na direção x do pilar
  e1x_min = M1d_min_x / Nd

  # e finalmente a excentricidade mínima de 1ª ordem na direção y do pilar
  e1y_min = M1d_min_y / Nd

  # e mostramos os resultados
  print("\nO momento fletor mínimo na direção x é: {0} kN.cm".format(
    round(M1d_min_x, 2)))
  print("O momento fletor mínimo na direção y é: {0} kN.cm".format(
    round(M1d_min_y, 2)))
  print("A excentricidade mínima de 1ª ordem na direção x é: {0} cm".format(
    round(e1x_min, 2)))
  print("A excentricidade mínima de 1ª ordem na direção y é: {0} cm".format(
    round(e1y_min, 2)))

if __name__== "__main__":
  main()

Ao executar este código Python nós teremos o seguinte resultado:

Informe a dimensão do pilar na direção x (em cm): 40
Informe a dimensão do pilar na direção y (em cm): 19
Informe a carga total no pilar (em kN): 841.35

O momento fletor mínimo na direção x é: 3180.3 kN.cm
O momento fletor mínimo na direção y é: 2438.23 kN.cm
A excentricidade mínima de 1ª ordem na direção x é: 2.7 cm
A excentricidade mínima de 1ª ordem na direção y é: 2.07 cm


Java ::: Desafios e Lista de Exercícios Resolvidos ::: Arrays e Matrix (Vetores e Matrizes)

Exercícios Resolvidos de Java - Pesquisando um valor em uma matriz de int e retornando o índice no qual o mesmo foi encontrado

Quantidade de visualizações: 9715 vezes
Pergunta/Tarefa:

Escreva um programa Java GUI ou console que declara, constrói e inicializa uma matriz de 5 inteiros. Em seguida peça ao usuário para informar um valor inteiro e informe se o valor lido está contido na matriz. Se o valor for encontrado na matriz, retorne seu índice (lembre-se de que os índices dos elementos em uma matriz Java começam em 0). A declaração, construção e inicialização da matriz pode ser feita da seguinte forma:

// declara, constrói e inicializa uma matriz de 5 inteiros
int valores[] = {4, 21, 8, 120, 1};
Dica: Na resolução abaixo eu usei um objeto JOptionPane para ler o valor a ser pesquisado. Se preferir, use um objeto da classe Scanner para leitura.

Resposta/Solução:

Veja a resolução comentada deste exercício usando Java console:

package estudos;

import javax.swing.JOptionPane;

public class Estudos {
  public static void main(String[] args) {
    // declara, constrói e inicializa uma matriz de 5 inteiros
    int valores[] = {4, 21, 8, 120, 1};
        
    // vamos ler um valor inteiro
    int pesquisa = Integer.parseInt(JOptionPane.showInputDialog("Valor:"));
        
    // vamos verificar se o valor está contido na matriz e retornar seu índice
    int pos = -1; // índice não existente na matriz
    for(int i = 0; i < valores.length; i++){
      if(valores[i] == pesquisa){
        pos = i; // encontrou? vamos anotar este índice
        break;
      }
    }
        
    // vamos mostrar o resultado
    if(pos > -1){
      JOptionPane.showMessageDialog(null, "O valor foi encontrado no índice: " +
        pos);
    }
    else{
      JOptionPane.showMessageDialog(null, "O valor não foi encontrado na matriz");
    }
  }
}

Uma idéia na resolução deste exercício é inicializar a variável que guardará o índice do elemento pesquisado com o valor -1. Assim, se no final da pesquisa o valor ainda for -1, sabemos que o elemento não foi encontrado.


R ::: Fundamentos da Linguagem ::: Variáveis e Constantes

Quais são as palavras reservadas da linguagem R

Quantidade de visualizações: 1786 vezes
As palavras reservadas, ou palavras-chaves, de uma linguagem de programação são um conjunto de palavras e símbolos que possuem significado especial dentro da linguagem, em seu interpretador ou compilador. Estas palavras não podem ser usadas como identificadores de funções, nomes de variáveis, constantes, nomes de classes, etc.

A linguagem R, no momento que escrevo este texto, possui as seguintes palavras reservadas:

if              else         repeat
while           function     for
in              next         break
TRUE            FALSE        NULL
Inf             NaN          NA
NA_integer_     NA_real_     NA_complex_
NA_character_   ?


A qualquer momento nós podemos listas estas palavras reservadas, seja na janela de comandos ou em um script do R. Basta disparmos os comandos abaixo:

> ?reserved [ENTER]
> help(reserved) [ENTER]
> 

Entre essas palavras reservadas, if, else, repeat, while, function, for, in, next e break são usadas para os testes condicionais, laços e funções definidas pelo usuário. São estas palavras que formam a estrutura básica da linguagem R.

As palavras TRUE e FALSE são as constantes lógicas em R.

NULL representa a ausência de um valor, ou um valor indefinido (ainda não houve atribuição).

A palavra reservada Inf significa "Infinity". Por exemplo, quando 1 é dividido por 0, enquanto NaN quer dizer "Not a Number" (não é um número). Um exemplo disso é quando dividimos 0 por 0.

NA significa "Not Available" e é usada para representar valores não informados.

A linguagem R é sensível a maiúsculas e minúsculas. Isso quer dizer que TRUE e True não são a mesma coisa. Enquanto TRUE é uma palavra reservada representando uma constante lógica, True pode ser usada como um nome de variável.


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